domingo, 3 de março de 2013

OS MERCADORES DO PESSIMISMO NA TRAFICANTE REALIDADE BRASILEIRA


No modorrento verão com trágicas estatísticas governamentais.  Em estudo aprofundado para compreender a artística compreensão  de econometria básica em tempos de cinismo e falseamento rotineiro da realidade.

A gestão governamental brasileira é crivada de  informações  estatísticas  pouco transparentes ao grande público.  Como pretensos intérpretes da situação,  nosso famigerados  jornalistas de plantão – chapa branca ou não,  tragam os números , não se atendo aos princípios elementares  da precisão  interpretativa que  tal  ilustração da realidade expressa para o desavisado cidadão.
Na  miríade de miríades  - que qualquer matemático sabe decifrar,  os índices, indicadores e taxas  servem a determinado propósito,  seja para um diagnóstico simples,  uma prognóstico,  uma previsão , e,  finalmente,  descrever uma fatalidade.
Em recente divulgação de  índices sobre a economia brasileira,  aquela fantasia não realizada nos sonhos dos nosso governantes , expõe novamente as autoridades monetárias  da “republiqueta dos bruzundangas” ao ridículo culto alvacento a lepra da ignorância estatística na interpretação dos números.
O primeiro indicador  que demonstra que a realidade é uma traficante  fugaz e volátil  nocauteou nossas autoridades monetárias que afirmavam  no primórdio de 2012  que a economia brasileira, apesar da crise internacional ,  cresceria ao ritmo acelerado de 4,5%, entre desmentidos oficiosos e recados dos agentes de mercado – ávidos por sustentabilidade  aos seus ganhos,  mês a mês , o cenário era reconfigurado para  uma estabilidade do tal crescimento sustentado. Em qualquer  região do mundo, autoridades  que não são transparentes  na informação  precisa de indicadores macroeconômicos seriam substituídas rapidamente. 
Na leitura clássica  do pífio crescimento de apenas 0,9% , nossa indutora  política anticíclica nos levou ao limite contração econômica, com  desindustrialização em curso, perda de competitividade, e,  desconfiança dos arautos  da emergência brasiliana. E tomemos doses de  otimismo para acreditar em crescimento superior a  2% para o ano de 2013.
O segundo indicador que o modelo de crescimento adotado pelo lulo-petismo encontra obstáculos intransponíveis,  é dado pelo taxa de desemprego aberto  - que não inclui o desemprego  oculto somado a informalidade crescente na economia do trabalho brasileiro.  No olhar superficial,  a redução na geração de empregos   passou despercebida para maioria dos  comentaristas econômicos, e,  na divulgação da taxa de desemprego –calculada nas  seis regiões metropolitanas onde é mensurada. A conclusão   que  os dados carecem de  consistência se considerarmos o universo brasileiro  no quesito  sobre geração de emprego. Em apressadas conclusões nossas autoridades e comentaristas do óbvio,  transformam  a parte em totalidade estatística sem qualquer apuração  da fórmula de cálculo para uma realidade tão complexa.
Na sequência de índices , indicadores e taxas,  nossos  experientes malabaristas do acaso,  lançam mão de profecias diante de uma realidade que insiste em traficar noticiosas versões que contraditam   suas expectativas  míticas para economia tupiniquim.
Assim, parafraseando um velho revolucionário,  o  governo Dilma Rousseff ,  assessorado por   magos  da econometria rastaquera,  se limitam a repetir aquela máxima repetição histórica ,  a tragédia das profecias estatísticas  que não se realizam ,  com a farsante insistência  em desmentir a realidade  econômica  da crise que assola a conjuntura brasileira.
No embalo de um resultado  pífio que contamina o cálculo político dos  governantes lulo-petista em seu engenhoso consórcio partidário, seguimos como  “mercadores do pessimismo” e traficantes de ocasião na leitura econômica.